Como coordenar estampas de forma simples.

Existem truques diferentes para coordenação de estampas, ensino algumas formas diferentes de fazer isso durante minha consultoria de estilo para minhas clientes, também falo sobre este tema no mini-workshop de estilo pessoal e, agora, ele será abordado no meu workshop completo, de modo mais abrangente.

Das muitas maneiras de fazer este tipo de coordenação há duas que considero mais simples e fáceis de serem aprendidas rapidamente: a coordenação entre estampas com cores em comum e  a entre padrões iguais.

Somente com estes dois conceitos podemos ter muitas ideais do que fazer com as peças estampadas que já estão nos nossos guarda-roupas e, desta forma, otimizar o uso de roupas que podem estar paradas ou com pouco uso, uma vez que as peças com padronagens, na vida de muita gente, fica restrita a coordenações com preto, branco e outras cores neutras.

Coordenação entre estampas com cores em comum – pode ser uma ou mais cores em comum, desta forma a mistura terá harmonia e, por mais cores que haja em uma outra peça, ficará sempre bonito:

Coordenação entre estampas com o mesmo padrão – aqui valem todas as cores e tamanhos de estampa, a harmonia virá pela repetição do padrão:

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Girlboss – o seriado fashionista da Netflix II.

Não aguento! Girlboss tem tantos figurinos maravilhosos e inspiradores que tive que dividir o post em dois (se você não leu o post anterior com toda a introdução sobre o tema clica aqui e leia agora) para dar conta de tudo que queria mostrar.

Então, aí vão mais imagens de looks com peças que compõe o visual da série.

Kimono longo – ou um vestido aberto, foi a peça  personalizada por Sophie para sua amiga Annie:

Shorts com botas – foi o look de festival das amigas e também o que aparece na primeira cena da série:

Macacão preto – a peça mais marcante do último episódio, usada pela personagem em uma festa, pode ser bem versátil e usada de outras formas:

Vestido ladylike – super feminino é o figurino mais anos 50 da série, que tem mais peças no estilo dos anos 60/70, agrada muito as mocinhas que gostam de “coisas de meninas”:

Colete de pelo – mais uma vez mostrando que a terceira peça pode mudar tudo no visual:

Biquíni – improvisado com lingerie, ficou super interessante e faz a gente pensar em como materiais, modelagens e peças alternativas podem ser bacanas:

Moletom – a peça mais anos 80 da série, que continua moderna e versátil:

Agora você pode escolher o jeito de usar cada peça que mais de adéqua a sua personalidade e sair por aí a la Girlboss.

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Girlboss – o seriado fashionista da Netflix.

Eu sou uma das loucas por filmes e séries que têm andado a solta por aí nos últimos tempos, e, embora não seja meu foco escrever críticas ou qualquer outra coisa sobre o tema, desta vez não resisti. Vou até pedir licença para a minha amiga Marci Marciano, que fala sempre sobre filmes e séries, abordando, principalmente, o figurino (clica aqui para conhecer e ler, vale a pena), para fazer este post sobre o seriado mais fashionista do momento da Netflix, porque esta não posso deixar passar (tá, amiga?).

Antes de iniciar aviso: este texto pode conter spoilers. Se você ainda não assistiu à todos os episódios de Girlboss e não quer ser surpreendido com informações que estraguem a sua diversão melhor não ler. Agora, se você é como eu, assiste a tudo em dois dias – ou não liga para isso, siga em frente.

Série baseada no livro homônimo.Girlboss é uma série que fala de moda e empreendedorismo e conta a saga de Sophia Amoruso ao fundar a marca Nasty Gal, que se tornou uma icônica fast fashion – e recentemente foi vendida por motivos que você pode entender melhor nesta matéria, o que reforça o quanto o fast fashion é volátil, em todos os sentidos.

Baseado em um livro homônimo, logo de cara, no início de cada episódio, somos avisados de que a história é uma releitura dos fatos reais (muito, muito livre), mas isso não diminui em nada o interesse por esta versão, que é super inspiradora e divertida, tornando o tema da moda até secundário, algumas vezes.

O que chamou a minha atenção, em primeiro lugar, foi o quão destemida a Sophia foi ao questionar o modus operandi da relação empregado e empregador, levando à decisão de criar, do zero, um trabalho que a fizesse feliz (algo que muitos de nós temos sentido necessidade – essa que vos fala, inclusive, e foi assim que consultoria de estilo surgiu na minha vida como eu conto um pouco aqui). Isto, unido a necessidade urgente dela por dinheiro, cria a atmosfera para os oito episódios desta 1ª temporada (que deixa questões pendentes para uma 2ª – a qual ainda não sabemos se vai existir).

Posso falar, com conhecimento de causa, o quanto é delicioso ter um trabalho que te completa, àquele que parece que você nasceu para fazer. É isso que acontece comigo quando atendo aos clientes dos meus serviços: amo cada momento.

Depois, vem a questão de ela ter começado pequeno, o início vem com um brechó – tema de que falei bastante há alguns dias aqui, e isso acontece porque, a princípio, ela quer trabalhar pouco – o que acaba não rolando, pois o sucesso vem loguinho. O mais legal nisso é o fato de ela não se limitar, de quebrar os seus próprios paradigmas e seguir a diante (viu como a moda em si não é a única coisa bacana neste história).

A personagem é forte, cai e levanta e isso traz uma motivação extra para os empreendedores que estão lutando por seus negócios. A gente tem vontade de arregaçar as mangas e se esforçar ainda mais.

E, é claro que tem o figurino, super retrô, que vai pegar pelo coração as amantes deste estilo. Não tem como passar batido pelos visuais da Sophia e da sua amiga e braço direito Annie. O assunto até inspirou uma página temática mega interessante no brechó online Enjoei, onde mulheres antenadas e diferentes entre si ensinam a conseguir um look no gênero da série.

Eu busquei referências de looks também inspirados na série, mas trazendo possibilidades diferentes, com ar menos vintage. Quem sabe você também não tem algumas ideias com o que tem em casa?

Jaqueta de couro – a peça com que tudo começou:

Calça flare – sempre usada pela personagem em cores diferentes:

Jaqueta bomber – Sophia quase sempre usa uma terceira peça em seus looks:

Macacão jeans – versátil e prático:

Sobretudo – mais uma terceira peça de impacto:

Observar a forma que a personagem se veste é uma das delícias desta série. Ela é muito natural e despretenciosa, pega duas ou três peças do seu armário, veste e o resultado é sempre muito legal. O que tem tudo a ver com a consultoria de estilo, se você tem um armário coordenado, com roupas que são a sua cara, é assim mesmo que deve ser se vestir: fácil e natural. Que tal experimentar com o seu estilo, do seu jeito?

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Look do happy hour para o trabaho.

Quem não gosta de ter praticidade no dia a dia? Com o pouco tempo que temos para tudo o que devemos fazer a ordem é facilitar. Então, se vai rolar um happy hour depois do trabalho o ideal é nem precisar ir para casa se trocar, não é? Este compromisso pode ser entre amigos, mas pode ser também uma esticadinha profissional, das duas formas, o visual pode acompanhar o clima mais descontraído do momento.

Essa missão parece mais difícil para quem tem dresscode super rígido no trabalho, mas não é, garanto! Esteja você em um ambiente formal ou informal a gente consegue mudar o look (falando em look, você já deu uma olhada na sessão de looks que a gente pode fazer só com as roupas que você já tem?) de forma que ele fique mais adequado para o segundo (ou terceiro) round do seu dia.

Veja diferentes ideias para transformar a sua aparência e poder ir direto do escritório para o happy hour sem ter muito trabalho.

Mudar acessórios – escolha acessórios maiores, mais coloridos ou com mais brilho do que você usa normalmente:

Trocar o sapato – escolha um calçados que tirem o ar formal do seu visual ou deixe mais sexy:

Mudar a terceira peça – ao invés do blazer use uma jaqueta bomber, jeans ou de couro:

Transformar ou tirar a camisa – arregace as mangas da camisa, dê um nozinho ou ainda tire e coloque um top do lugar (clicando aqui você vai encontrar um vídeo maravilhoso de jeitos diferentes de usar camisa):

Fazer um penteado e caprichar na make – pode ser um rabo de cavalo ou coque bagunçado com um batom colorido ou um olho esfumado:

Você pode escolher uma ou mais destas formas para transformar seu visual do escritório para o happy hour. Aproveite!

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Hello, Hi-lo!

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Para quem não conhece o termo, ou nunca conseguiu entender direito, apresento a definição de Hi-lo no mundo da moda: hi-lo é a abreviação de “high e low”, ou seja “alto e baixo”, que significa misturar peças caras e de marcas luxuosas a outras baratas e de marcas comuns.

Em tempos de crise é uma ideia que pode ajudar a versatilizar o guarda-roupa. Se neste momento o investimento em peças está menor, você pode optar por peças mais simples e uni-las ao que já tem de interessante no seu armário.

Mas, esta expressão ganhou uma dimensão ainda maior e, nos dias de hoje, não se atém apenas a mistura do que é caro e barato. Essa ideia se estende a misturar um tecido fino e delicado a outro mais pesado, uma peça de renda com uma de couro ou uma com brilho ao moletom, por exemplo.

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É interessante ter esta receitinha na mente, ela ajuda a fomentar a criatividade. E vale para produzir composições impactantes, mas também para as mais clássicas.

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O que está na moda?

O que está na moda?

Quando falamos de roupas muitos de nós passam bastante tempo preocupados se aquilo está na moda ou não. É in ou é out? É trendy ou já não se usa mais? De verdade, o que importa? Ou, quanto isso realmente importa?

Cada um vai encontrar uma medida nesta resposta, pode importar muito ou nada. Mas, de qualquer forma, isso deveria, sinceramente, ser uma preocupação bem pequena, e quando digo isso, não estou falando comparado a outros problemas mais sérios, estou dizendo mesmo dentro deste universo fashion.

Ainda que se vestir fosse nossa única preocupação do dia e comprar roupas a única atividade da vida, se algo está ou não na moda deveria ser, o máximo possível, uma das últimas perguntas a fazer. Antes dela teriam tantas outras mais valiosas.

Você poderia se perguntar sobre a cor, o tecido, o corte, o caimento e o acabamento, estendendo, ainda, a reflexão pensando em sobre qual mensagens de estilo ela passa, você fica mais formal ou informal, mais romântico ou mais forte, impactante ou discreto?

Ao fazer estes questionamentos quando escolhemos algo no provador a seleção passa a ter como critério principal o gosto pessoal, antes de mais nada, não “a moda“. Comprar porque alguém tem ou disse que tem que ter passa a ficar em segundo plano.

Isso traz autenticidade e mesmo que você não tenha perfil para se destacar na multidão e prefira mesmo estar adequado a ocasião, garanto que assim não tem erro. Você será você mesmo de toda a forma e consumirá somente o que for necessário e importante para você, pelo menos na maioria das vezes. A compra por impulso ou por imposição externa diminui muito.

In ou out é algo que não precisa existir para você. E será libertador perceber isso. Além de economizar seu rico dinheirinho em tempos de crise, te deixará mais feliz e confortável na frente do espelho.

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Como montar vários looks com uma peça

Em tempo de crise, fazer nossos investimentos valerem a pena fica ainda mais precioso, embora esse aprendizado valha para a vida toda e sempre, é neste momento que a gente reavalia nossos gastos.

Na consultoria de estilo pessoal o persol stylist está preparado para te ajudar a entender como isso é possível em se tratando de roupas. Tem um monte de itens que devem ser observados nesta direção: se a peça tem realmente a ver com você e vai ser usada de verdade, se o tecido colabora para as suas necessidades, se a peça tem qualidade suficiente para durar.

Mas, além destes direcionamentos de estilo e de custo benefício, tem mais dois critérios que podem te guiar:

  • tudo que se tem deve combinar com pelo menos 03 outras peças,
  • para cada parte de baixo (calça, saia, bermuda, vestido, macaquinho e macacão entram nesta conta) deve-se ter 05 partes de cima (blusa, camiseta, top, jaqueta, blazer, cardigã e por aí vai).

Jaqueta marrom.

Se você consegue combinar uma peça sua com outras três diferentes, e não vale o top rosa com a calça jeans, a saia jeans e o short jeans, tem que ser com a calça que vai para o escritório, a saia que vai para a balada e o short que vai pro barzinho, toda roupa se multiplica e o guarda-roupa fica muito maior, mesmo que não tenha tanta quantidade. Para ampliar as opções de verdade tem que variar também a ocasião e a temperatura.

A jaqueta que pode ser usada na meia-estação e também no frio mais intenso, que pode ir pro bar, para faculdade, pegar cinema e fazer compras no mercado, é o um bom exemplo de uma peça que rende e funciona.

E, pensando que a parte de cima da sua roupa é a que as pessoas olham primeiro, afinal, é com o rosto que a gente se comunica, então, tem lógica a gente ter uma proporção maior destas peças. Uma vez que você muda a sua blusa, você pode até repetir a calça, a chance de parecer que você está com a mesma roupa é quase nenhuma.

Ampliar opções_02

Agora, é só exercitar, desde o provador é possível pensar no que está em casa e validar se a peça irá encher ainda mais o guarda-roupa ou se vai te ajudar a ampliar as suas opções.

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